Então eu li... Trilogia A Seleção


Devo ser a única menina que não gostou desse livro. Se tiver mais alguém aí que não gostou, por favor, se apresente!

Começando que esse post vai ter sim um monte de spoiler. É que eu realmente preciso dizer o que achei dos livros.

A Seleção é uma trilogia bem famosa que você provavelmente ouviu falar onde mistura monarquia + distopia + reality show + triângulo amoroso. What?! Pois é, junte tudo que faz um livro vender hoje em dia e tenha a Seleção, com direito a protagonista ruiva.

Eu li porque tanta gente leu que senti a necessidade de ir atrás entender todo o hype. A quantidade de blogs que falavam desse livro que... ah, vamos ler logo isso.

Mas me decepcionei bastante. A leitura flui muito rapidamente, o que é positivo, mas veja bem, a autora colocou um plano de fundo interessante no qual ela podia - e devia - ter explorado muito bem, mas ela decidiu o quê? Dar enfoque no romance, no triângulo amoroso chatinho. É fofo e tal? Fofinho, mas vamos falar sobre como o povo desse reino está insatisfeito, como tem rebeldes pra todo lado? Ah, não. Deixa pra próxima.

No terceiro livro eles começam a abordar isso melhor. o que me deixou bem animada, mas não teve um fim. Ok, o pai da America era um rebelde, cool, mas me conta mais! Quero saber o que ele fez pela causa no passado, quero que você, America, tente ao menos procurar saber mais sobre isso!

Então descobrimos que uma das selecionadas, Kriss, também tem envolvimento rebelde. Se vamos aprofundar nisso? Não. Por que, né gente? Os leitores devem estar mais interessados no romance.

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

O que valeu a pena nos três livros foram de longe os atos de rebeldia de America. Entre "olha como meu vestido é perfeito" e "Maxon ou Aspen?", America conseguiu fazer suas revoluções no conforto do castelo. Por exemplo quando ela simpatizou com os rebeldes, trouxe-os para o castelo, desafiou o rei, libertou os injustiçados pela lei, protegeu suas empregadas, falou coisinhas anti-governo em rede nacional, chutou as bolas do príncipe...
America pode ser uma protagonista chata, mas como estamos falando de uma suposta distopia, obviamente em algum momento ela teria que desafiar o governo.

Eu imagino que vocês devem saber com quem ela fica no final, estou certa? Em um livro onde não há um "grande vilão", só alguns antagonistas, como uma garota invejosa que no fim acaba ficando boazinha. Conto de fadas tentando cruzar com o distópico, talvez. 

Ah, e vi que vão lançar uma continuação com a filha da America! Li os primeiros capítulos liberados e NÃO, EU NÃO PUDE ACREDITAR!

A autora vem e me bota que a menina vai passar pelo mesmo processo de seleção! Primeiro porque seleção é falha, pois é usado para entreter o povo e deixá-los "satisfeitos" (alguém pensou em Pão e Circo?), segundo porque a seleção é corrupta, onde não há sorteio nenhum, e sim seleção a dedo de participantes que podem contribuir de algum modo com a política. E fala sério, o mundo foi destruído e você quer reerguer um país em forma de monarquia? Piada, com certeza.

Espero de verdade que nesse livro a princesinha destrua a seleção e no final acabe sozinha. Porque esse negócio de a princesa acabar com o príncipe no final é chato pra cacete. Ah, e que ela destrua a monarquia também e implante um anarquismo muito louco. Aí eu viro fã dos livros.



Então eu li... Todo Dia


Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


Gente, antes de mais nada: QUE LIVRO!
David Levithan mora no meu coração e ninguém tira ele depois dessa, sério. Todo dia conseguiu se tornar um dos meus favoritos da vida, vou explicar bem porquê.

O personagem principal aqui é A. Sim, A. Ele não é homem nem mulher. Ele é simplesmente ele, entende? Aliás, estou usando o substantivo masculino aqui para manter o gênero indefinido.

Ah, e o que falar? A é acima de tudo humano. Ele sente tudo de modo muito intenso, e seus pensamentos é a melhor coisa do livro na minha opinião. Seu ponto de vista sobre religião, gênero, identidade sexual, sexualidade, caráter, e outros assuntos tão recorrentes em nossa vida, principalmente na adolescência, já que A tem dezesseis anos.

Uma coisa que fiz muito durante toda a leitura foi pensar. Ele nos estimula a isso, sabe? Se você não tivesse um corpo físico, quais seriam suas prioridades? Como seria não ter futuro ou passado? Levithan nos faz refletir muito, e esse é o meu tipo de livro, sem dúvidas.

Como ele sempre está em um corpo diferente por dia, ele habitou diversos corpos. Exemplo: de um transsexual, uma garota de corpo da Beyoncé, de uma empregada ilegal, de um drogado, de um garoto obeso mórbido. Ou seja, quebra muitos paradigmas e isso torna toda a experiência ainda melhor e transformadora.

A falando do quesito romance, esse me agradou! Não gosto de água com açúcar, nananinanão. Livrai-me dos livros do Nicholas Sparks, amém. E nesse livro temos um romance entre e A e Rhiannon. Sabe, o modo que o amor é encarado aqui e escrito beira ao genial. Por favor, só pensa: como manter um relacionamento estando cada dia em um corpo? Há algum amor que resista a isso? Só lendo para saber XD

E o final? Ai gente, quanta crueldade! David, você é mau! Ficou plausível, fez sentido, mas é de cortar o coração frágil de nós meros mortais.

Se eu recomendo? MUITO! Se você gosta de livros únicos, transformadores, diálogos bem feitos, odeia todo o preconceito e quer ter a consciência de como a vida é complexa e bonita, vai logo ler Todo Dia. Um livro não só para adolescentes, mas para todos.

"Me flagro sorrindo quando ela se aproxima, e ela retribui. Simples assim. Simples e complicado, como a maior parte das coisas verdadeiras”

“Apaixonar-se por alguém não significa que você saiba como a pessoa se sente. Significa apenas que você sabe como você se sente.”

“Essa é a armadilha de ter algo para o qual se viver:
Todo o resto parece sem vida.”

"Enquanto cochilamos, sinto uma coisa que nunca senti. Uma proximidade que não é apenas física. Uma conexão que desafia o fato de que acabamos de nos conhecer. Um sentimento que só pode vir da mais eufórica das sensações: a de pertencer a alguém."

"Vamos até uma esquina onde algumas pessoas estão protestando contra a comemoração (Eles estavam em uma parada gay). Não entendo o porquê. É como protestar o fato de algumas pessoas serem ruivas. 
Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio." 




<3

Então eu li... Quatro


Eu adoro fazer esse tipo de post, e como eu tenho um post sobre a trilogia Divergente (clique aqui para ler). Mas nesse post vou falar do livro de contos do personagem Quatro, que pessoalmente é meu favorito de toda a trilogia.

Nos quatro contos e mais alguns extras uma coisa foi confirmada para mim: Quatro é um personagem bem complexo, e com várias camadas, no qual desvendá-lo é uma atividade bem divertida.
Vou dividir o post por contos. Vamos lá!

A Transferência é o primeiro conto. Vemos um Quatro de dezesseis anos, e é incrível ver esse personagem que sempre se mostrou forte, fragilizado. Sua relação com o pai, suas dúvidas em relação ao pai, seus medos e dúvidas. Ver como funciona a cabeça de Quatro aqui é bem interessante, e esse para mim é um ponto positivo. Ver que ele teve uma vida antes do começo de Divergente.

Aqui vemos como Quadro recebeu esse apelido. Eu adoro o Amah, ele é um personagem muito querido, e sua relação com o Quatro é uma das coisas que mais gostei de conhecer nesses contos. Aqui vemos Quatro e seus dois melhores amigos. Engraçado porque quando eu li Divergente não me lembro de ele ter uma conexão com esses dois amigos tão forte. Enfim.


Você acha que tem problemas familiares? Deixa eu te apresentar o Quatro. Sua vida familiar é um caos, e aqui fica bem explícito. Como eu disse, eu gostei desses contos por mostrar bem a fragilidade do Quatro, e seu lado que ele tanto tenta esconder. 

Em O Traidor vemos Quatro questionando sua posição em relação à Audácia, as facções em geral. Gosto desse ponto de vista dele, como ele vê que o sistema de Facções é falho, e como ele encontra pistas nas coisas em sua volta. Este conto se passa durante Divergente, e eu achei ele meio cansativo, pois ele repassava alguns momentos de Divergente.







Então eu li... Por que Indiana, João?


Sou uma pessoa horrível porque demorei demais para escrever resenha desse livro que gostei muito. Foi uma leitura muito satisfatória e que conseguiu superar minhas expectativas! E olha que sempre tenho expectativas altas! Então vou falar um pouquinho desse livro com uma capa linda de Danilo Leonardi.
Se você gosta de livros com certeza conhece o trabalho incrível do Cabine Literária. Eu tive o prazer de conhecer esses lindos na Bienal em agosto, comprar o primeiro livro do Danilo (que estava com um sorriso radiante enquanto autografava) e ainda autografar. Olha só que lindeza:

Mas vim falar do livro em si, não é? Vamos lá!
O personagem principal é João Vitor Galeto, um menino de São Paulo que está no seu segundo ano do Ensino Médio. No começo do livro já vemos que ele é vítima frequente de bullying de um grupo de meninos da sua classe. Ele é tímido e apagado, nunca agindo diante das agressões até então. Mas quando João decide dar um ponto final nisso tudo muda. Um vídeo em que ele revida as agressões param na internet tornando-se um viral. A repercussão é grande e ele chega a parar na TV fazendo entrevistas e se tornando um simbolo de luta contra o bullying. Em um desses programas ele conhece uma galera que também sofre/sofreu bullying e eles se tornam amigos.

 
Há várias reviravoltas que meu Deus, eu não esperava! Mas o que fez com que eu amasse muito a leitura é que João é um adolescente que facilmente podemos nos identificar e nos afeiçoar. Eu terminei o livro triste porque não conseguia me despedir de personagens que se tornaram tão queridos. Aliás, que fim! Superinesperado, uma reviravolta imensa e plausível. A primeira paixão, o primeiro namoro, a relação complicada com os pais, a pressão de pessoas em sua volta, o medo de decepcionar quem você ama e sua autodescoberta.


A leitura é envolvente, rápida (li em um dia) e fica com aquele gostinho de quero mais. Danilo, me responda: vai ter mais livros seu por vir? Preciso de maaaais! :D






Então fica assim meu amigo: se você procura um livro rápido, que traga algumas reflexões, um personagem humano que comete erros pra caramba mas também mostra sua coragem... bem, está aí um livro pra você ler.
Agora, por que Indiana, João? Você vai precisar ler para saber ;)

Então eu assisti... Jogos Vorazes - A Esperança Parte (contém spoilers)

























|TODAS AS OPINIÕES AQUI SÃO MINHA. NADA TÉCNICO, NADA PROFISSIONAL, APENAS UMA FÃ DE CINEMA E LIVROS DEMONSTRANDO SEU PONTO DE VISTA|

Como uma grande fã de Jogos Vorazes, a ansiedade para o lançamento de mais um filme da série é imensa. Um problema, pois alta expectativa nunca é bom. Por isso fui me preparando para não comparar o livro com o filme (Um grande mal que eu tenho) e também para qualquer decepção.

Por sorte não fiquei decepcionada. O filme de duas horas não foi nem um pouco cansativo, mesmo sem tanta ação como nos filmes anteriores. O que me faz gostar tanto desse filme sem dúvida foram as críticas sociais implícita em toda a história e a questão psicológica da Katniss.

Vi em algumas resenhas pela internet alguns criticando a postura fragilizada de Katniss e como isso não é positivo para uma heroína protagonista e mulher. Pois eu não concordei. Achei essencial que humanizassem a protagonista, mostrassem seu estresse pós traumático e como os terríveis Jogos afetaram sua vida. Estou cansada de personagens sem profundidade, perfeitos e inquebráveis. É inalcançável e irreal enquanto Katniss passa verdade, desespero e coragem. Heroes are over!


Acho complicado falar sobre questões técnicas do filme já que não tenho base alguma de cinema. Mas pude notar que o diretor, Francis Lawrence, abusou da coloração cinza em todo o filme, dando um ar de sobriedade em tudo, contrastando com a extravagância de cores da Capital e sua população mimada. Outra coisa que pude notar é como eles focavam a câmera no rosto dos atores, mostrando suas expressões e emoções. Era de arrepiar. Ah, e não posso esquecer de mencionar os efeitos especiais que estão nada menos que empolgantes.


O filme começa com Katniss (Jennifer Lawrence) tentando se adaptar e aceitar o que está acontecendo na sua vida. O cenário agora é o Distrito 13, no subterrâneo. Eles não vivem, mas sim sobrevivem em um governo inflexível e cheio de regras. Parece mais um grande formigueiro! A presidente desse Distrito é Alma Coin (Julianne Moore), uma mulher fria e decidida que planeja há anos a guerra contra a Capital.

Com a ajuda de Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) eles decidem usar mais ainda o símbolo da revolução que Katniss se tornou. Usando a mesma moeda que a Capital costumava usar, fazendo propagandas com a Katniss como personagem principal disso tudo.


Katniss reluta contra essa ideia. Afinal, a responsabilidade é gigante para uma garota de apenas dezessete anos que apenas quer sobreviver. Depois de alguns acordos ela aceita.

Plutarch sugere que Katniss vá até o Distrito 12, seu antigo lar para que ela tenha uma ideia de como a guerra afeta as pessoas. Todo o distrito destruído e nem 10% da população salva, Katniss finalmente torna isso mais pessoal.
Katniss no Distrito 12 destruído

O símbolo da revolução, o Tordo, se torna mais do que isso; se torna um símbolo de esperança. Isso fica claro nas cenas em que Katniss visita o hospital improvisado do Distrito 8, cena que achei bem impactante. Pessoas feridas e com uma terrível condição de vida sentindo esperança e força com a presença de Katniss, dispostas a lutar.


Uma coisa que gostei é que eles expandiram o universo dos livros, mostrando as rebeliões dos Distritos contra a capital. A cena do distrito sete subindo nas árvores após assoviarem e bombardeando os pacificadores mostra como a Katniss influencia e simboliza a força dos rebeldes. Outra cena que mostra isso é no Distrito 5 em que eles caminham para o sacrifício em prol dos rebeldes cantando o hino da revolução – a canção da Árvore Forca.


Também temos o crescimento do personagem Gale (Liam Hemsworth, que, sorry, é mais interessante que o irmão Chris Hemsworth) nas telas. Ele se torna importante na guerra, mostrando sua luta pelos seus ideais e pelos rebeldes. Já vi muitos criticando ele, mas acho Gale um dos personagens mais interessantes da série. No primeiro filme já vemos ele questionando a Capital e pensando em fugir e agora no terceiro vemos ele lutando ao lado da presidente e todos os rebeldes. Fiquei feliz que eles não focaram no romance dos dois, na confusão dela diante de Gale e Peeta, já que esse dilema entre os dois carinhas não serviria no filme cheio de tensão política. Seria meio que uma forçação de barra.

Muitas pessoas têm o preconceito com Jogos Vorazes por ser considerado “filme de adolescente”. Ridículo. Jogos Vorazes é uma série para refletir, com críticas ótimas em que você questiona seu lugar na sociedade, o ponto que a tirania e a ambição humana podem chegar e em como os humanos podem se tornar primitivos quando apenas querem sobreviver. Considero Jogos Vorazes um filme que serve aos jovens como uma introdução para te tornar alguém que questiona, que pensa em questões sociais e humanas. Eu posso me usar como exemplo, que li os livros aos doze anos e minha percepção mudou muito desde então com um certo empurrãozinho da obra de Suzanne Collins.

Uma das cenas finais em que Finnick (Sam Claflin) relata as atrocidades da Capital e intercalada as cenas do sequestro dos Vitoriosos presos na Capital é épica. Eu vibrava e roía as unhas nesse momento. Finnick não tem um papel grande nesse filme, mas quando aparece, é para lacrar.


No geral achei um ótimo filme, uma ótima adaptação. A mensagem passada pelo filme foi esplêndida e considero necessário que seja passado ao público jovem. Não apenas um filme para o público jovem, aliás, mas para todos que gostam de personagens bem elaborados e uma história diferente e envolvente. Não é porque a protagonista é adolescente que adultos não podem assistir e gostar, por favor. Katniss é sim uma incrível personagem feminina e precisamos de mais protagonistas mulheres assim. E que venha a parte 2!



Então eu li... De Volta Aos Quinze

Anita tem 30 anos e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao encontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.






Eu comprei o livro no sebo por quinze reais (quinze é o número da Bruna Vieira, alguém tem dúvidas?) um dia antes de ir na Bienal, pretendendo pegar o autógrafo da blogger mais influente do Brasil. Posso não tem conseguido o autógrafo, mas pelo menos o livro comprei, e vou dar minha opinião sobre ele.

A leitura é rápida e bem envolvente, dá pra terminar o livro sem dificuldades em um dia, já que é curto e nem um pouco enrolado. A personagem, Anita, é beeeem irritante, preciso registrar, e uma coisa que me incomodou demais é o fato dela ter muito da Bruna. Gostar do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain? Gostar de fotografia? Ter vivido no interior de Minas Gerais e depois se mudar para Sampa? Ah, Bruna, tudo bem o personagem ter elementos remetentes a si própria, afinal, eu mesma coloco muito sobre mim enquanto escrevo, mas tem elementos descarados demais, hein?
Uma outra coisa durante a leitura que me irritou é a mania de terminar muitas frases com "hein?", "sabe?". Todo escritor tem seu modo de escrever, sua marca, mas todos os personagens falarem de modo parecido é realmente irritante.

E o fato da personagem ter 30 aos e agir como se tivesse 15? Ah, por favor! Não conheço nenhuma mulher "ocupada" como a Anita que fica o dia todo no celular, twitando (sério, tem alguém comum com trinta anos e ocupada que usa Twitter?), stalkeando o carinha gatinho no Facebook e montando playlists com músicas de adolescente? Nãããããão, a vida não é assim!
Anita reclama de tudo, acha que tudo é o fim do mundo, é impulsiva, mimada e deixou o galãzinho do livro na friendzone por anos. ZzzzZzzzzzZ

E não posso deixar de comentar sobre o tal blog da Anita, o motivo para isso tudo. O blog leva ela pro passado, suas mudanças que ela provoca no passado cria um futuro diferente, e até aí tudo bem. Ainda tem dois outros livros para descobrirmos mais sobre o tal blog. Mas ficou superficial demais essa história do blog, e o que deveria ser o mais importante do livro acaba ficando em segundo plano. 
Não deveria chamar "Meu primeiro blog" e sim "Conquistando Henrique".

Tem frases bem interessantes sim, dá pra você se identificar facilmente com alguns acontecimentos, é bem atual, mas ao mesmo tempo superficial. As folhas são deliciosas de ler, a capa é linda, a diagramação é ótima e as ilustrações no miolo do livro são fofas de mais. Deve ser umas das capas mais lindas que eu tenho.

Não sei como ela é escrevendo contos, mas escrevendo romance ainda está medíocre . Acredito muito no trabalho da Bruna, e espero que ela melhore a cada livro! Boa sorte, Bru.


2/5 estrelas

Então eu li... Os Instrumentos Mortais

Me desanimo com cada foto sem qualidade que ando tirando ultimamente... É incrível como meu celular se recusa a colaborar! (e como não tenho uma câmera que preste, vai assim mesmo e ***prometo*** que vou tentar trocar as fotos horrorosas por algo bom futuramente). Mas enfim, o importante é falar sobre essa série composta de duas trilogias (sim, já explico mais tarde) que me conquistou de pouquinho e acabou se tornando uma das minhas favoritas.
***
Fazia um tempo que estava querendo escrever sobre a série aqui, mas sempre acabava deixando pra outro dia, e foi virando semanas... Mas não mais! Finalmente falarei de Os Instrumentos Mortais!
Faz mais de um ano que comprei numa promoção linda da Submarino em que os quatro primeiros livros (só tinha os quatro em português na época) por apenas cinquenta reais (!!!). Eu comprei sem pensar duas vezes, e quando tive eles nas minhas mãos fiquei apaixonada pela capa holográfica <3
Comecei a ler a série antes que chegasse aos cinemas a adaptação do primeiro filme (que pode ter sido um fracasso de bilheterias e crítica, alguns fãs acharam pouco fiel, mas o filme bateu minhas expectativas, que por sorte, não estavam altas. Saí satisfeita) e consegui ler os três primeiros. Confesso que nos primeiros dois livros (principalmente o primeiro!) dá vontade de largar, desistir, a leitura não flui rapidamente e enrola em certas partes, até porque a Cassandra Clare como autora estreante acredito que seja comum. É nítido a evolução da escrita da autora no decorrer dos livros, principalmente se for comparar a primeira trilogia (Cidade dos Ossos, Cidadae das Cinzas e Cidade de Vidro) com a trilogia linda As Peças Infernais.

Vou fazer um review breve (ao menos espero que fique breve, hihi) e com informações notáveis sobre o universo criado por Cassandra Clare na série Os Instrumentos Mortais. Espero que fique claro e os atice a ler também.

***

Em Cidade dos Ossos somos introduzidos ao Mundo das Sombras juntamente com Clary, uma garota prestes a completar dezesseis anos que, ao ir em uma balada com seu melhor amigo Simon descobre que nem tudo é o que parece. Uma bela garota leva um menino de cabelo colorido para um canto a sós e Clary os segue, pois acha algo "estranho". Lá ela vê que essa garota juntamente com mais dois garotos matam com lâminas, facas e espadas aquele menino que se transformara em algo nojento - um demônio. Um dos garotos que estavam ali era Jace (no caso o carinha da capa) e ele nota que há algo de diferente em Clary. 

Como ela conseguira vê-los matando o demônio, sendo que é impossível aos olhos mundanos? Jace procura Clary e a partir daí que a história se desenrola, revelando segredos de família, o passado desconhecido de Clary e sua mãe, novas amizades, nova paixão, a dificuldade em aceitar o novo mundo que acaba de surgir na sua frente. Como a história é escrita em terceira pessoa fica muito melhor, já que ver tudo pelos olhos de Clary seria extremamente chato (ela é chatinha às vezes sempre). Nenhum momento fica sem ação. É muita porrada e bomba (ok, parei), e há momentos bem angustiantes, principalmente quando você começa a se cativar com os personagens (Lê-se Simon). Outro ponto alto é a mitologia criada pela autora. Tem vampiros, lobisomens, fadas, feiticeiros, etc, etc, etc. Fantasioso demais? Pode até ser, mas faz sentido do modo esperto que a autora encaixa. Acredite, eu fiquei mais encantada para saber tudo sobre o Mundo das Sombras do que saber o que aconteceria com a vida de Clary. Sério.

Os Caçadores de Sombras são Nephilim, ou seja, metade anjo. É muito interessante entender a explicação
para a origem dos Caçadores de Sombras, a política dos Nephilim em Idris, a Clave, a Cidade dos Ossos... Enfim, parece termos estranhos agora, mas até o terceiro livro você fica expert, prometo.
No final acontece uma reviravolta de arrepiar o cabelo, você fica com raiva do mundo, quer matar a autora e anseia pelo próximo volume. Só não vale pegar spoilers, hein!

Em Cidade das Cinzas a coisa começa a pegar fogo desde o primeiro capítulo. ATENÇÃO! A partir daqui tem spoilers do primeiro livro, então se você não leu, pare por aí! 
Clary ao descobrir que seu grande amor é na verdade seu irmão, precisa se convencer que não é apaixonada por ele. Complicado, né? Ela então entra em um relacionamento com seu melhor amigo de sempre, o Simon (<3), mas não tem aquela química, sabe? Ele a ama de modo romântico, já ela de modo... de irmão :/
Jace está na mesma. Ele está mais sarcástico, duplamente estressado e imaturo com seu coração em pedaços. Clary e Jace tentam se distanciar, mas como já que o pai deles é simplesmente Valentim Morgenstern, o maior vilão Nephilim?
Então temos a notícia que Simon não é mais um mundano comum e isso muda o rumo de tudo também (e é de extrema importância no futuro, mas por enquanto é só problema).
A história se desenrola aí: a relação entre Clary > Jace > Simon e como derrotar Valentim. É muita tensão, principalmente nas partes de Valentim. Pena que os problemas só estariam começando...


Se você ainda não tinha se rendido pela série, aqui você iria se render definitivamente. Cidade de Vidro é um dos melhores da série, e como o final da primeira trilogia, temos finalmente as respostas esperadas. Seria uma pena se a autora deixasse outras respostas novas para solucionar... problema nada, assim teríamos mais da série.
Clary parte para Idris, a capital dos Caçadores de Sombras. Temos a maravilhosa oportunidade de conhecermos mais sobre os Nephilim. Também temos a chance de conhecer mais sobre os integrantes do submundo, que são fascinantes <33333
Ah, e você começa a se apegar aos personagens de um jeito que simplesmente é impossível não amar. Os personagens principais e alguns secundários começam a ter uma profundidade maior, você começa a ver seus problemas e puf, você os ama. Isabelle, Simon, Alec e Magnus (esse feiticeiro, gente, esse feiticeiro divo <3) ficam em primeiro plano, o que é merecido, e você torce muito por eles.
Também somos introduzidos a um personagem que te deixa confuso no começo, mas no final te deixa com cara de "WAIT, WHAAAT?!". O nome do tal? Sebastian. Marque bem o nome desse traste.
Neste livro desenrola com revelações importantes da mãe de Clary, guerra contra Valentim, revelações sobre Sebastian, revelações sobre a relação entre Clary e Jace, tudo com muita emoção que te faz ter dificuldade de respirar e chegar logo ao fim.


Agora começa a segunda trilogia! A diferença entre as capas é que agora são dois personagens ilustrando, não um. Já na história começamos com a adaptação pós-guerra de Clary, que agora precisa se adequar calmamente ao mundo das sombras como qualquer Caçadora de Sombras.
Simon sofre muitas ameaças por ser um vampiro diurno, o que é um ponto importante a destacar: Simon recebe muito destaque nessa trilogia o que não é nenhum problema
Mas por que uma segunda trilogia? Cassandra Clare disse o seguinte: "Eu inicialmente previ Cidade dos Anjos Caídos como um fim para a história iniciada em Cidade dos Ossos, mas logo percebi que, de fato, onde minha caneta foi me levando era em uma nova trilogia, uma ainda mais épica, escura e apaixonante do que a primeira. Nos três primeiros livros de Os Instrumentos Mortais, o destino dos Caçadores de Sombras estava pendurado na balança... agora é o destino do mundo. Eu mal posso esperar para compartilhar esta viagem com os meus leitores com personagens familiares mais aprofundadas, enfrentando novas relações nunca antes introduzidas e testadas." a Cassandra Clare disse isso, e ela não podia estar mais certa.
Realmente é assim que acontece. O vilão é bem mais elaborado, desenvolvido e complexo. Já somos apaixonados pelos personagens, então fica muito mais fluído a leitura. A escrita da Cassie está infinitamente melhor que antes e tem easter eggs deliciosos da outra série dela, As Peças Infernais. Muito amor <3
A Clary apenas comprova o que nós já sabíamos: a coragem dela chega a ser burrice demais. Querendo salvar seu amado das mãos de seu irmão, Clary enfrenta sozinha viver entre o irmão psicopata e Jace-que-não-é-Jace-mas-no-fundo-é-ele-sim. Simon mostra-se extremamente útil, e você começa a amá-lo incondicionalmente com sua fidelidade e sacrifícios por quem ama. Isabelle que é supervalente mostra finalmente seu lado frágil bem escondido atrás de sua máscara, e você também ama ela incondicionalmente. Maia e Jordan entram no núcleo principal e é angustiante ver a relação entre os dois. Alec e Magnus, gente <333 Magnus é a coisa mais maravilhosa que Cassandra Clare criou (tanto é que tem dez contos só dele em e-book e aparece em todas as séries da Cassie. Justo). Como Clary conseguirá desconectar Jace de Sebastian sem feri-lo? Como derrotarão Sebastian? O quinto livro cumpri seu papel de atiçar a vontade de ler o grande final, que promete fortes emoções.


Aviso perigo: esse livro vai te deixar com uma imensa depressão pós-livro com tamanha perfeição. Basicamente não tem um segundo de sossego, já no começo nossos corações são estilhaçados com mortes tão tristes. Jace tem o Fogo Celestial em seus sangues e só esse fogo poderá derrotar Sebastian. Somos introduzidos aos novos personagens da nova trilogia Os Artifícios das Trevas, que já revelo: nem li e já amo. Se depender dos personagens incríveis que conhecemos agora, será tão bom (ou até melhor) que Os Instrumentos Mortais, Pronto, falei.
Com seu exército de Crepusculares, Sebastian começa a atacar Institutos para assim acumular mais seguidores. A Clave fica em alerta e cria planos para derrotar Sebastian. Aqui você tem a absoluta certeza que odiamos mais a Clave do que Sebastian. Sério, quanta política nojenta.
Aqui Maia me surpreende com seu girl power. Alguns morrem de raiva dela, mas não a culpo em nenhum momento; ela passou por muita coisa barra pesada e estar ainda tão forte é incrível. ~palmas~
A tensão começa quando Clary, Jace, Simon, Izzy e Alec vão para o Edom procurar Sebastian e os que foram raptados e salvá-los. É demônio para todo lado, tensão a cada momento.
Por fim você começa a se cativar pelo vilão (sim, você começa a entender o lado de Sebastian, e fica até triste por ele :'( ) e pensar: mas ele não merecia esse destinooooooooo!!11!!!!onze!!
Simon, aaaah, Simon... Esse ser te surpreende e faz você querer ele na sua vida. Ele sacrifica tanta coisa.
A aparição dos personagens de As Peças Infernais também é maravilhoso. Imagine só um crossosver entre as séries lançadas pela Cassandra Clare! São tantas emoções.
O final é épico, os últimos capítulos são angustiantes e cada frase marcante que nossa... Um dos melhores finais de série que já li. Incrível.

***
Por fim quero deixar algumas notas aqui:
  • Os Instrumentos Mortais é uma série que faz parte das Crônicas dos Caçadores de Sombras. As Crônicas se totalizarão em cinco séries, para mais informações aqui.
  • Outra coisa que gostaria de deixar registrado é a atenção da escritora aos leitores. Ela sempre atualiza seu Tumblr com fan arts incríveis, informações e curiosidades dos livros já lançados e os que futuramente serão lançados, e ela lança extras superlegais também. Por um mundo com autores como a Cassie!
Enfim, eu acho que já falei demais! Eu realmente amo o universo Shadowhunter e por sorte teremos pelo menos mais nove livros pela frente. A autora conseguiu um espacinho no meu coração com seus personagens cativantes, leitura dinâmica, easter eggs e atenção. Não vejo a hora de conhecê-la na Bienal dia 24! Para finalizar, fiquem com uma fan art linda da série feita pela Cassandra Jean (bem conhecida pelos fãs da série.)


Da esquerda para a direita: Maia, Simon, Isabelle, Sebastian, Jace, Clary, Jocelyn, Luke, Alec, Magnus e Jordan